<T->
           Histria ParaTodos
           Histria -- 2a. srie
           Ensino Fundamental

           Conceio Oliveira 

<F->
Impresso Braille em 3 partes na diagramao de 28 linhas por 34 caracteres, da 1a. edio So Paulo, 2006 da editora Scipione
<F+>

           Terceira Parte

           Ministrio da Educao
           Instituto Benjamin Constant
           Av. Pasteur, 350-368 -- Urca
           22290-240 Rio de Janeiro 
           RJ -- Brasil
           Tel.: (0xx21) 3478-4400
           Fax: (0xx21) 3478-4444
          E-mail: ~,ibc@ibc.gov.br~, 
          ~,http:www.ibc.gov.br~,
          -- 2007 --
<P>
          Copyright (C) Maria da 
          Conceio Carneiro Oliveira

          Edio: 
          Solange A. de A. Francisco

          Assessoria pedaggica 
          (colaborao):
          Alessandra R. S. X. Oliveira
          Marco Antonio de Oliveira
          Maria Beatriz M. L. da Silva

          ISBN 85-262-5426-X-AL

          Av. Otaviano Alves de 
          Lima, 4.400 6 andar e andar 
          intermedirio ala "B"
          Freguesia do 
          CEP 02909-900 -- 
          So Paulo -- SP
          Caixa Postal 007
          DIVULGAO
          Tel.: (0xx11) 3990-1810

<F->
~,www.scipione.com.br~,
e-mail: ~,scipione@scipione.~
  com.br~,
<F+>
<P>
                               I
 Sumrio

 Terceira Parte

 Unidade 3

 Para ter sade 
  preciso cuidar do 
  corpo e da mente :::::::::: 171 
 1- Sade, pra que te
  quero! :::::::::::::::::::: 172
 Cadeira de balano:
  "Bah, tch! Como isso
  coa!" :::::::::::::::::::: 172
 Rota de viagem ::::::::::::: 177
 Refletindo e produzindo
  com Tico ::::::::::::::::: 179
 Povos indgenas: vtimas
  de epidemias no passado
  e no presente ::::::::::::: 182
 Direito  sade: ser que
  todos tm? :::::::::::::::: 186
 Prefeito Criana :::::::::: 188
 Para saber mais :::::::::::: 194
 2- Saberes do povo :::::::: 195
 Cadeira de balano: "Nunca
  mais como isopor!" :::::::: 195
 Rota de viagem ::::::::::::: 200
 Refletindo e produzindo
  com Pedro e Ben :::::::: 203
 Nossas plantas na medicina 
  popular ::::::::::::::::::: 204
 Remdio  remdio:  preciso
  cuidado! :::::::::::::::::: 206
 Amuletos, simpatias e
  rezas ::::::::::::::::::::: 209
 A importncia das plantas
  na histria dos povos ::::: 212
 Vamos fazer um dicionrio
  de plantas medicinais? :::: 218
 Para saber mais :::::::::::: 219

 Projeto interdisciplinar:
  Mos que preservam a
  natureza :::::::::::::::::: 220

 Glossrio :::::::::::::::::: 242

 Caminhos on-line
  para saber mais ::::::::::: 250
 Outras sugestes de
  leitura para saber mais ::: 257

<109>
<thist. paratodos 2>
<T+171>
<R+>
 Para ter sade  preciso cuidar do corpo e da mente
<R->

<R+>
 Povos e alimentos circularam o mundo,
 num rico comrcio de riqueza para poucos;
 as doenas e os saberes para suas curas tambm.
 Agora eu pergunto:

 Que alimentos nos trazem sade?
 E quais nos adoecem?
 Que remdios curam nossos males?
 Que doenas nos afetam?
 O que acalma nossa alma?

 Herdados de nossos ancestrais,
 os saberes do povo ensinam:
 para ter vida saudvel,  preciso
 cuidar da mente, do corpo e do esprito.
<R->

<110>
<p>
<R+>
 1- Sade, pra que te quero!

 Cadeira de balano:
<R->

<R+>
 "Bah, tch! Como isso coa!"
<R->

  -- Bah! Como meu corpo di! Parece que levei uma surra! Estou to 
cansado, com tanto frio e o que so essas manchas vermelhas nos meus 
braos, nas minhas pernas, na minha barriga?!
  Tico passa as mos no rosto, sente uns carocinhos e fica ainda mais assustado:
  -- Bah, tch! Essa coisa est no meu rosto tambm! Preciso de um espelho!
  Tico levantou-se rapidamente e sentiu uma fraqueza danada. Mas 
precisava descobrir o que estava acontecendo. Perambulou pela Rua da 
Praia, no centro de Porto Alegre,  procura de uma vitrine para olhar 
o seu rosto. Achou uma, espelhada, cheia de roupas bonitas, e quando 
viu seu rosto todo empipocado tomou um grande susto: percebeu que at 
a sua lngua tinha bolinhas vermelhas! Alm disso, seu corpo todo 
coava.
<111>
  -- Bah! Como isso coa! Eu peguei essa coisa do bah... ele estava 
assim quando resolveu voltar para casa...
  Uma mulher que estava passando pela rua percebeu o desespero de 
Tico e lhe disse:
  -- No coce, guri! Se tu coares vai infeccionar! Teu corpo vai ficar todo marcado.
  Em seguida, ela tocou na testa de Tico, deixando o garoto sur-
 preso. Raramente ele tinha experimentado essa sensao de cuidado, carinho, preocupao, principalmente de uma pessoa estranha.
  -- Quem  a senhora?
  -- Meu nome  Janete. E tu ests ardendo em febre. Isso a, guri,  catapora.  preciso se alimentar direito e descansar.
  -- Descansar at d, dona. Posso me deitar em qualquer lugar, at num banco da praa, mas comer direito fica difcil.
  -- Como  o teu nome? Quantos anos tu tens? Cad tua me, guri? O que ests fazendo na rua nesse estado?
  -- Calma, tia, fiquei at zonzo com tantas perguntas. Eu me chamo Francisco e meus amigos me chamam de Tico. Tenho onze anos e no tenho me, no. Ela morreu quando eu era pequeno.
  -- Bah! Guri, tu no podes ficar assim, precisas de ajuda. Catapora, nessa idade,  muito perigosa, precisa cuidar. E tu podes contaminar outras pessoas que no foram vacinadas.
<112>
  -- Ento eu peguei do Cludio, ele tambm ficou assim.
  -- Ele  teu amigo? Onde est teu amigo, guri?
  -- Ele voltou para casa. Tinha fugido porque seu padrasto batia 
nele... Mas a me do Cludio veio atrs dele e conseguiu lev-lo daqui.
  -- Tu no tens pai, parentes?
  -- Meu pai, no sei onde est; meu irmo, Joaquim, no vejo h muito tempo, e minha tia, l da Restinga, j deve ter se esquecido de mim...
  -- Vou te levar a um posto de sade. Depois, vamos at a Restinga procurar a tua tia. Se no a encontrarmos, voc vai comigo at o Abrigo Municipal "Inga Brita".
  -- Abrigo? No quero ir para a priso no, tia. Um amigo meu, que veio de So Paulo, me falou da Febem. Disse que  terrvel.  melhor viver na rua...
  -- No  priso, no. No te preocupes, se houver vagas no Abrigo 
Municipal, sers bem cuidado. Mas, em primeiro lugar, vamos procurar tua tia.
  -- No sei se minha tia vai me querer... A casa dela  muito pequena, ela estava sem trabalho e, ainda mais assim, no estado em que estou...
  -- Vamos tentar, Tico, vamos tentar. H crianas na casa da tua tia? Elas foram vacinadas?
<113>
  -- Eu tenho dois primos, um tem uns sete, oito anos; o outro  quase da minha idade, deve ter uns dez.
  -- Existem alguns cuidados para no passar essa doena. Tu no podes tossir em cima de outras pessoas e ningum pode tocar nesse lquido que est saindo das tuas feridinhas.  bom tambm separar toalhas, lenis...
  -- Bah, tch! Nem vou atormentar minha tia... tu achas que l tem esse luxo todo? No d, no, moa. Se a senhora me levar ao posto, vou ao mdico e me viro depois. E vou avisar meus amigos para ficarem longe de mim, mas acho que eles j pegaram tambm...
  -- Pode ser que j tenham tido catapora quando eram mais novos, 
Tico.  mais comum que a catapora se manifeste em crianas pequenas. 
Em todo caso, eu j vou avisar a Secretaria de Sade. Vamos, guri! J falamos demais e no podes ficar com essa febre por muito tempo.
  Tico, ainda ressabiado, acompanhou Janete. No estava acostumado a 
ter algum cuidando dele dessa maneira. Geralmente, as pessoas 
olhavam para ele desconfiadas, fechavam os vidros dos carros quando 
ele se aproximava, sempre achando que ele ia fazer algo de mal. Mas, hoje, a histria foi diferente. Por isso, apesar da febre, do corpo dolorido e do cansao, ele sentia algo bom. E Janete era a grande responsvel por isso.

<114>
<R+>
 Rota de viagem
<R->

<R+>
 _`[{foto: tirada em 1998, em Porto Alegre (RS), mostra edifcios, 
avenidas, um viaduto, praas e ruas arborizadas_`]
 Legenda: Nos anos de 1996 e 1998, Porto Alegre foi eleita a cidade 
com a melhor qualidade de vida do Brasil. Ela tem
<p>
 grande quantidade 
de reas verdes e oferece o mais adequado sistema de trnsito do 
pas.
<R->

<R+>
  Responda oralmente:
 1. Voc conhece Porto Alegre?
 2. Para voc, o que uma cidade precisa ter para garantir a seus moradores uma boa qualidade de vida? Por qu?

 _`[{rua de pedestres, com lojas e edifcios_`]

 3. Essa  a Rua da Praia, em Porto Alegre. Observando a descrio da 
foto, que tipo de atividade voc acha que se concentra nesta rua? Por qu?

<115>
 4. Nas fotos a seguir vemos o Bairro Restinga, em Porto Alegre. Ele 
fica a 25 quilmetros do centro de Porto Alegre.
<p>
 _`[1: foto tirada em 2001, mostra uma rua de terra, com vala de 
esgoto, sem iluminao pblica e alguns casebres;
  2: foto tirada em 2004, mostra uma avenida asfaltada, postes de 
iluminao pblica e um conjunto de casas_`]

 5. Compare a descrio dessas fotos com a das duas fotos da cidade 
de Porto Alegre.
 a) H semelhanas entre elas? Quais?
 b) Que diferenas voc percebe?
<R->

<116>
<R+>
 Refletindo e produzindo com Tico
<R->

<R+>
  Responda oralmente:
 1. Se voc  gacho, no estranhou o uso de palavras como *guri* ou de expresses como *Bah, tch*! utilizadas por Tico na histria. Essa maneira de falar  comum entre os gachos, especialmente entre aqueles que vivem em Porto Alegre. Em sua opinio, de que lngua foi herdada a expresso *Bah, tch*!?

 2. Observe a seguir, que retrata um dos servios prestados por um posto de sade.

 _`[{menino tomando vacina_`]
 Legenda: Posto de Sade Xavier, em Porto Alegre (RS), 2001.

  Responda oralmente:
 a) No seu bairro h algum posto de sade?
 b) Em sua opinio, que servios so prestados  comunidade em um posto de sade?
 c) Voc j utilizou alguns desses servios? Quais?

 3. Voc j ouviu falar em campanhas de vacinao? Em sua opi-
<p>
  nio, por que precisamos ser vacinados?

 4. Que tal montar uma linha do tempo das vacinas que voc j tomou? 
Veja o modelo abaixo e organize a sua linha do tempo por escrito.

 Linha do tempo das vacinas que j tomei

 1 ano de vida: .....
 2 ano de vida: .....
 3 ano de vida: .....
 4 ano de vida: .....
 5 ano de vida: .....
 6 ano de vida: .....
 7 ano de vida: .....
 8 ano de vida: .....

  Responda oralmente:
 5. Voc j teve catapora?
 a) Se teve, como voc se sentiu?
 b) Quem cuidou de voc?
<p>
 6. Faa uma pesquisa no dicionrio para descobrir a origem da 
palavra *catapora*. Registre as descobertas.

  Responda oralmente:
 7. A catapora  uma doena que foi trazida s terras que hoje formam 
o nosso pas. Voc sabe como isso aconteceu?
<R->

<117>
<R+>
 Povos indgenas: vtimas de epidemias no passado e no presente
<R->

  Quando uma doena se espalha rapidamente entre a populao, 
chamamos esse fenmeno de epidemia*.
  H doenas que costumam atacar um grande nmero de pessoas em uma 
determinada poca do ano. Por exemplo, os riscos de se contrair a 
catapora aumentam no inverno, e as vtimas mais freqentes dessa doena so as crianas.
  Atualmente, existe vacina contra a catapora, e por isso  mais fcil controlar essa doena. Mas nem sempre foi assim.
  Em 1492, quando os primeiros navegadores vieram do continente europeu para o continente americano, trouxeram doenas que no existiam aqui. Essas doenas provocaram a morte de adultos e crianas das populaes indgenas que aqui viviam. A catapora, a varola, o sarampo e a gripe foram algumas dessas doenas.

<118>
<R+>
 1. Observe a descrio da ilustrao a seguir. Ela foi produzida em 
1580 pelo missionrio francs Jean de Lry, que viveu entre os Tupinamb.

 _`[{homens e mulheres nus choram junto a uma rede, onde aparece um 
homem deitado_`]
 Legenda: *ndios Tupinamb choram seus mortos*, de Jean de Lry, 
1580.

 a) Leia outra vez a descrio e responda oralmente.
 b) As pessoas esto alegres ou tristes? Por qu?
 c) O que voc acha que aconteceu  pessoa que est na rede?
<R->

  A grande mortalidade provocada nas aldeias por essas doenas deixava os povos indgenas desesperados, pois eles as desconheciam. Muitos desses povos interpretaram as epidemias como castigos dos deuses.
  Atualmente, as populaes indgenas no esto completamente livres das epidemias.

<R+>
 2. Leia atentamente a notcia a seguir:
<R->

<R+>
 Surto de catapora entre ndios no Par
<R->

  Na terra indgena *Arawet* do Igarap Ipixuna, no sudoeste do 
Par, onde habitam cerca de 280
<p>
 ndios, pelo menos 218 ficaram 
doentes por causa da catapora. A doena provocou a morte de um 
recm-nascido e de quatro adultos, causando ainda a internao de 22 
*Arawet*. A catapora se espalhou em outras aldeias da regio (Bacaj, Asurini do Koatinemo e Arara). No momento, em Ipixuna, cerca de 25 ndios ainda esto contaminados pela doena.

<R+>
 Adaptado do texto de Valria Macedo, 9 nov. 2000.
  Disponvel em: 
  (~,www.socioambiental.org~
  websitenoticiasindios~
  20001109'html~,). fev. 2004.
<R->

<119>
<p>
<R+>
 Direito  sade: ser que todos tm?
<R->

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l   Toda criana necessita de   _
l  cuidados, carinho, ateno.   _
l  Toda criana tem direito    _
l  educao. Toda criana tem   _
l  o direito de brincar. Quan-  _
l  do ficam doentes, todas as    _
l  crianas precisam dos cui-    _
l  dados de mdicos e de seus    _
l  responsveis.                 _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

  Tico, a personagem da histria do incio deste captulo, tem onze 
anos, est doente e mora sozinho nas ruas de Porto Alegre. Ele no 
conta com a ajuda de familiares que possam lev-lo para ser vacinado, 
para aliment-lo ou cuidar dele a fim de que cresa forte e sadio.
<p>
<R+>
  Responda oralmente:
 1. Na sua opinio, quem deveria se responsabilizar pelas crianas 
que vivem na mesma situao de Tico?

  Responda por escrito:
 2. Leia novamente a histria de Tico. Procure os motivos que o 
levaram a viver nas ruas e escreva-os.

  Responda oralmente:
 3. Discuta com seus colegas:
 a) Por que existem crianas que vivem nas ruas?
 b) Quais seriam as solues para que Tico pudesse contar com os direitos que toda criana deve ter?
<R->

<120>
<p>
<R+>
 Prefeito Criana

 1. Observe a gravura:

 _`[{representao de uma criana ao lado da frase: Programa Prefeito  
Amigo da Criana_`]

  Responda oralmente:
 a) Voc conhece essa gravura?
 b) Que mensagem ela lhe passa?

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 2. Voc j conhecia o Prmio Prefeito Criana? Ele foi criado em 
1999 pela *Fundao Abrinq pelos direitos da criana*, que trabalha para melhorar a qualidade de vida das crianas por meio de diversos projetos.
 a) Voc conhece algum desses projetos? Quais?
 b) Em sua opinio, projetos que valorizam, incentivam e financiam iniciativas para a melhoria das condies de vida das crianas de nosso pas so importantes? Por qu?
<R->

  Para selecionar as cidades a serem premiadas com a gravura Prefeito Criana, a Fundao Abrinq estabelece uma srie de critrios que as concorrentes tm de atender.

<R+>
  Responda por escrito:
 3. Imagine que voc  um dos jurados dessa fundao e precisa escolher uma cidade para ser premiada. Que aes realizadas pela prefeitura dessa cidade voc consideraria mais importantes e necessrias para melhorar a qualidade de vida das crianas?
<R->

<121>
<R+>
 4. O mapa do Brasil, a seguir, mostra as cidades que receberam
<p>
  o Prmio Prefeito Criana nos anos 1999 e 2000.

 _`[{contedo do mapa, a seguir_`]

 Premiao de 1999: So Gabriel da Cachoeira (AM), Parauapebas (PA), 
Teresina (PI), Alto Long (PI), Joo Pessoa (PB), Vitria da 
Conquista (BA), Barra Mansa (RJ), Santo Andr (SP), Umuarama (PR), 
Florianpolis (SC), Trs Passos (RS), Bonito (RS), Aparecida do 
Taboado (MS).
 Premiao de 2000: So Lus (MA), Sobral (CE), Aracati (CE), Icapu 
(CE), Boquim (SE), Itabira (MG), Santana de Parnaba (SP), So 
Bernardo do Campo (SP), So Sebastio (SP), Santa Brbara do Sul 
(RS), Ribas do Rio Pardo (MS), Caarap (MS).
 Premiao em 1999 e 2000: Belm (PA), Camaragibe (PE), Arax (MG), 
Betim (MG), Belo Horizonte (MG), Presidente Prudente (SP), Paranava 
(PR).
<R->

<R+>
 Mapa elaborado com base nos dados obtidos no site da *Fundao Abrinq 
pelos direitos da criana*. Disponveis em: 
(~,www.fundacaoabrinq.~
  org.br~,). Acesso em: jun. 2001.

  Responda por escrito:
 5. Para participar do Prmio Prefeito Criana, os prefeitos das cidades tm de assinar uma carta de compromisso em defesa das crianas. Nem todas as cidades brasileiras so inscritas nesse projeto.
 a) Voc acha importante que todos os prefeitos se inscrevam
<p>
  para concorrer a esse prmio? Por qu?
 b) Verifique no mapa se a cidade de Porto Alegre foi contemplada alguma vez com essa premiao.

  Responda por escrito:
 6. Voc acha que os responsveis pela prefeitura de Porto Alegre vm agindo na tentativa de resolver os problemas de crianas que vivem nas ruas, como a personagem Tico? Por qu?
<R->

  Na histria, Tico disse a Janete que tinha uma tia que morava no Bairro Restinga, em Porto Alegre. Esse bairro tem muitas carncias.

<R+>
  Responda por escrito:
 7. Em sua opinio, por que uma fundao como a Abrinq entregou ao prefeito de Porto Alegre a gravura e o trofu do Prmio Prefeito Criana nos anos de 1999 e 2000, apesar de esta cidade apresentar bairros como a Restinga?

 8. Faa uma pesquisa, com os colegas e o(a) professor(a), para saber se o(a) prefeito(a) de sua cidade a inscreveu para concorrer ao Prmio Prefeito Criana.
 a) Se a sua cidade foi inscrita para concorrer ao Prmio Prefeito 
Criana, escreva uma carta ao() prefeito(a) parabenizando-o(a) pela iniciativa.
 b) Se ela no foi inscrita, redija uma carta ao() prefeito(a) explicando-lhe a importncia desse projeto e propondo a participao da cidade no prximo concurso.
<R->

<122>
<p>
<R+>
 Para saber mais

 *Papai, o que  vacina?*, de Leonardo Mendes Cardoso. So Paulo: Editora do Brasil, 1997.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<123>
<p>
<R+>
 2- Saberes do povo 
<R->

<R+>
 Cadeira de balano:

 "Nunca mais como isopor!"
<R->

  Ben acordou indisposto: sentia clicas.
  -- Me, minha barriga est doendo! -- o garoto gemia e franzia a testa, contraindo-se.
  Dona Virgnia aproximou-se e percebeu que a barriga do menino estava dura.
  -- Voc est cheio de gases! O que voc andou comendo, Benedito?
  -- Ah, me! Ontem, na casa do Gustavo, ns estvamos jogando pio e 
deu uma fome danada. A me dele no estava em casa e a gente foi at o mercado do seu Cristvo comprar salgadinhos.
  -- Eu sabia! J no disse para voc no comer essas coisas 
artificiais, cheias de gordura, e ainda mais  noite?
  O menino, com uma expresso de fazer d, respondeu:
  -- Me, est doendo... Voc no vai ficar me dando bronca, vai?
<124>
  -- Vou fazer um ch de camomila. Isso vai acalmar essas clicas e 
aliviar a sua dor de barriga. -- E, virando-se para Pedro, dona 
Virgnia disse: -- Pedro! Arrume-se, menino, j estamos atrasados. Vou 
deixar voc na escola e seguirei para o trabalho. Quanto a voc, 
Ben,  melhor comer coisas bem leves hoje e tomar o ch bem 
morninho. No v pr mais bobagens na boca, viu? J pedi para dona 
Cida cuidar de voc e fazer uma canja para o seu almoo.
  -- Ai, me! Canja? Argh! Acho que eu no vou conseguir comer nada 
hoje, meu estmago est embrulhado...
  -- O ch vai ajudar, voc vai ver. Eu voltarei o mais cedo 
possvel. Na porta da geladeira, coloquei o telefone da casa da dona 
Patrcia. Hoje  dia de fazer faxina l. Se voc no melhorar, pea 
para dona Cida ligar para mim.
  -- Tudo bem, me, no se preocupe. Eu nunca mais vou comer 
"isopor"!
  -- Isopor? Voc me disse que comeu salgadinhos!
  -- Me, aqueles salgadinhos do seu Cristvo so como isopor puro, 
bem fritinhos e coloridos de amarelo! Hehehehe...
  -- Hummm... Vejo que o ch j est resolvendo. Seu bom humor voltou! 
Fique com Deus, meu filho.
<125>
  No caminho, dona Virgnia recomendou a Pedro:
  -- Filho, avise a professora que Ben no est bem. Quando as aulas 
terminarem, volte direto para casa para cuidar de seu irmo.
  -- Est bem, me! Mas o Ben vive falando que  ele que cuida de 
mim, que  o mais velho e coisa e tal... Ele no vai querer...
  -- Pedro, isso no  hora pra pendengas. Seu irmo precisa de voc.
  -- Eu sei, no vou brigar com ele, no. Pode ir tranqila, me.
  -- Obrigada, filho. Estude direitinho, viu?
  Dona Virgnia deixou Pedro no porto da escola e pegou um nibus 
rumo ao centro da cidade. s qua-
 tro horas, j estava de volta, e 
encontrou os gmeos brincando. Ben estava bem, no tinha clicas e 
havia devorado a canja.
  -- Vejo que voc melhorou, Ben!
  -- Melhorei, sim, me. A dona Cida cuidou direitinho de mim. Fez 
mais ch e disse para eu tomar bastante gua. Eu consegui ir ao 
banheiro e a dor foi passando.
<126>
  -- A dona Cida e eu, n, Ben? -- disse Pedro, exigindo 
reconhecimento.
  -- , Pedro, ! Voc tambm me ajudou. Obrigado!
  -- Que bom! -- disse dona Virgnia. -- Mas, amanh, vamos cedinho 
ao posto de sade para ver se est tudo bem.
  -- Oba! Mais um dia em casa vendo TV! -- comemorou Ben.
  -- Nada disso! Assim que o mdico liberar a gente, voc vai direto para a escola.
  E Pedro complementou:
  -- Por falar nisso, Ben, pode fazer a tarefa que a sua professora 
mandou. Ela disse que amanh vai ver as suas lies.
  -- Xiiiii! Esqueci da pesquisa sobre plantas medicinais* que a 
Cristina pediu...
  "Alegria de menino dura pouco mesmo", lamentou Ben, e mais que 
depressa recorreu  dona Virgnia:
  -- Manh!!! Conte para mim um pouco mais sobre aquele ch que a 
senhora fez e tambm sobre essas ervas que curam.
  Da cozinha, Dona Virgnia falou:
  -- Por que o interesse, Ben? Voc nunca gosta dos meus 
chazinhos...
  -- O gosto s vezes no  bom, mas funciona, me! E, alm do mais, 
a senhora sabe tudo de ervas. Eu quero aprender tambm!

<127>
<R+>
 Rota de viagem

 _`[{foto: menino indiano derrama lquido fervente numa cuia_`]
<R->

<R+>
  Responda oralmente:
 1. O menino da foto acima vive em um pas chamado ndia, que fica no 
continente asitico.
 a) O que voc acha que ele est fazendo?
 b) Voc sabe como se prepara um ch? Se souber, explique.
 c) Caso voc no saiba como se prepara um ch, converse com um 
adulto que mora com voc e tente descobrir. Anote suas descobertas.
<R->

<R+>
  Responda oralmente: 
 2. Voc gosta de tomar ch?
 a) Caso goste, qual  o seu ch preferido?
<p>
 3. O ch  uma das formas de utilizao de plantas medicinais para 
curar doenas. Voc sabe quais partes dessas plantas so usadas para 
fazer remdios?

<128>
  Responda oralmente:
 4. De cada cem pessoas no mundo, oitenta usam algum tipo de planta 
como remdio para aliviar dores e sensaes de mal-estar. Por que 
voc acha que tanta gente recorre s plantas medicinais?
<R->

<R+>
 _`[{foto 1: tirada em 2003, em Belm (PA), mostra o prdio onde 
funciona o Mercado Ver-o-Peso: construo ampla, com muitas portas e 
duas torres;
  Foto 2: barraca com ervas, amuletos e garrafas, penduradas_`]
<R->
 
  Na foto 2 pode ser vista uma barraca do mercado Ver-o-Peso. 
Esse mercado tem um intenso movimento de pessoas e oferece a seus 
freqentadores, entre muitas outras coisas, cermicas, comidas 
tpicas do Par e peixes da regio. Mas, nessa foto, so mostrados 
outros tipos de mercadoria.

<R+>
 5. Voc sabe o que est sendo vendido nessa barraca?

 6. No seu bairro h algum mercado? Se houver, responda s questes a 
seguir.
 a) H barracas parecidas com a da foto?
 b) H barracas diferentes? De que tipo?
 c) Voc j comprou alguma coisa nesse mercado? O qu?
 d) Quais semelhanas existem entre esse mercado e o mercado 
Ver-o-Peso?
 e) Quais diferenas h entre eles?
<R->

<129>
<p>
<R+>
 Refletindo e produzindo com Pedro e Ben
<R->

  O uso de plantas medicinais, consumidas principalmente na forma de 
chs,  muito comum no Brasil. Dona Virgnia, a me de Ben, deu-lhe 
um ch de camomila, que ajuda, entre outras coisas, a aliviar a 
sensao de mal-estar que sentimos quando comemos algo que no nos 
fez bem.

<R+>
  Responda oralmente:
 1. Quando voc se sente mal ou fica indisposto(a), com enjo ou dor 
de barriga, o que as pessoas que cuidam de voc costumam fazer?
 2. Quando voc est com gripe ou dor de barriga, costuma tomar algum 
tipo de ch para se sentir melhor?
 3. De quem ou de onde voc acha que herdamos esse conhecimento sobre 
o uso de plantas medicinais?
<R->

<R+>
 Nossas plantas na medicina popular
<R->

  Voc sabia que as folhas do *abacateiro* e da *cana-do-brejo* h muito 
tempo vm sendo utilizadas por muitas pessoas para preparar chs 
diurticos?

<130>
  Voc sabia que as folhas de *arnica* so utilizadas por muitas 
pessoas para cicatrizar, curar ferimentos leves e auxiliar no 
tratamento de hematomas? Hematomas so aquelas manchas roxas que 
aparecem no nosso corpo quando nos machucamos.
  Existem tantas espcies de plantas medicinais com poder de cura que 
seria impossvel citar todas aqui. Mas ns vamos pedir ajuda a Pedro 
e Ben para conhecer um pouco mais sobre elas.
  Voc se lembra da tarefa que Ben precisava fazer? A professora 
dele havia pedido uma pesquisa sobre plantas medicinais para que 
depois os alunos montassem um dicionrio dessas plantas.
  Ben pediu ajuda  me. Dona Virgnia, ento, informou aos filhos:
  -- No sei tudo, mas sei o que minha me me ensinou, que foi 
transmitido a ela pela minha av e Ih! isso vai longe
<131>
  A me dos gmeos foi falando nomes de folhas, de cascas de troncos 
e de flores, sobre os quais Pedro e Ben nunca tinham ouvido falar. 
Ela contou que essas plantas ajudam a curar doenas ou a aliviar 
dores e sensaes de mal-estar que as crianas sabiam bem como eram.
  Os meninos aprenderam tambm que todo o conhecimento sobre plantas 
medicinais era muito antigo, de uma poca que eles no podiam 
imaginar, e que pertencia a povos que eles nem sabiam que existiam.
  O que eles mais gostaram de descobrir foi que boa parte desse 
conhecimento veio tambm de seus ancestrais. Os meninos se sentiram 
orgulhosos disso.

<R+>
 1. Como foi que as pessoas descobriam o poder de cura das plantas?

 Remdio  remdio:  preciso cuidado!
<R->

  Dona Virgnia observava os filhos: Pedro, que no precisava 
confeccionar um dicionrio, ajudava Ben nas anotaes, tal era o 
interesse que o assunto despertou nas crianas. Num dado momento, ela 
advertiu:
  -- As plantas trazem um enorme benefcio para todos, mas o uso das 
ervas tem de ser feito com cuidado e conhecimento.

<R+>
  Responda oralmente:
 1. Em sua opinio, por que o uso das ervas deve ser feito com 
"cuidado e conhecimento"?
<R->
<132>
<p>
  Todo remdio deve ser utilizado com cuidado, mesmo os naturais. 
Para utiliz-los,  necessrio saber exatamente qual  a doena que 
temos, qual o medicamento mais indicado para ela, como deve ser 
preparado e em que dosagem (em que quantidade) deve ser consumido. 
Por isso, no podemos nos automedicar, ou seja, tomar remdio sem 
orientao mdica. Cada organismo  de um jeito e reage de maneira 
diferente: o remdio que fez bem para algum pode prejudicar outra 
pessoa.

<R+>
 2. Leia o texto a seguir e preste muita ateno ao que os 
especialistas falam a respeito das plantas medicinais.

 Ateno com as plantas medicinais
<R->

  O uso de ervas atravessa geraes e no h quem no conhea um 
"chazinho" para gripe, tosse, dor de estmago, diarria, clica ou 
dor de cabea. Alheias s inovaes e aos avanos da medicina, as 
vovs continuam "receitando" os chs caseiros, mas o uso de plantas 
no tratamento de doenas exige cuidados.
  O ideal  sempre manter acompanhamento mdico e evitar a 
automedicao. O capim-cidr, por exemplo,  um bom tranqilizante, 
mas pode fazer mal para quem sofre de presso baixa, afirma o 
professor de Botnica e Ecologia da Universidade Federal do Vale do 
Rio dos Sinos (Unisinos), Clemente Steffen. O consumo do confrei 
tambm era muito comum h algum tempo. Hoje se sabe que seu uso 
interno provoca danos ao fgado.

<R+>
 Adaptado do texto de Graziela Lindner, do jornal *A Notcia*, 
Joinville, 26 jun. 2000. Disponvel em: 
~,an.uol.com.br2000jun~
  26ocid.htm~, Acesso em: 18 maio 2004.
<R->
<p>
<R+>
 3. Seu (sua) professor(a) vai dividir a classe em grupos para 
preparar uma campanha com informaes sobre o uso de plantas 
medicinais e os cuidados que devemos ter ao utilizar essas plantas.
<R->

<133>
<R+>
 Amuletos, simpatias e rezas
<R->

  Alguns objetos feitos com partes de animais e de plantas so vistos 
como mgicos h muito tempo. Os gregos, por exemplo, h mais de dois 
mil anos, j usavam a figa como amuleto.

<R+>
 o Figa e p de coelho.
<R->

  Esses so dois amuletos muito populares no Brasil. Seus usurios 
acreditam que a figa protege de "mau-olhado", inveja ou quaisquer 
outros tipos de males, e que o p de coelho traz sorte e atrai a boa 
fortuna.

<R+>
  Responda oralmente:
 1. Voc usa ou j usou algum amuleto? Por qu?
<R->

  Os amuletos podem ser medicamentosos*. As religies afro-brasileiras, 
como a umbanda, costumam usar plantas para o preparo de chs e banhos 
com fins teraputicos e espirituais. Dentre essas plantas, podemos 
citar o alecrim, as ptalas de rosa e a arruda.
  Os catlicos acreditam que a gua benta os protege de vrios males. 
Para eles, portanto, a gua benzida pelo padre funciona como um 
poderoso amuleto, dando-lhes proteo.
  Fazer simpatia para comear bem o ano-novo, para atrair amor ou 
fortuna, para limpar a casa de ms influncias e conquistar outras 
coisas boas  um costume bastante antigo de muitos povos.

<R+>
  Responda oralmente:
 2. Voc j fez alguma simpatia? Por qu?
<R->
<p>
  Em muitas religies, as pessoas tambm acreditam no poder curativo 
de rezas e oraes. Muitas mes catlicas, por exemplo, levam seus 
filhos para serem benzidos pelo padre ou por benzedeiras. Nas 
religies afro-brasileiras, e tambm entre os
espritas, existe a prtica de "tomar passe".

<R+>
  Responda oralmente:
 3. Voc j foi benzido(a), tomou passe ou conhece algum que 
experimentou uma dessas prticas?
<R->

<134>
<R+>
 4. Observe a descrio de outro desenho feito por Mariano Tup Mirim, jovem 
Guarani-Mby que vive na aldeia Itaoca, em Mongagu, no estado de So 
Paulo.
 _`[{dentro de um crculo rodeado de instrumentos musicais, aparecem 
dois ndios: um sentado e outro em p tocando, com ervas o peito do 
rapaz_`]
 Legenda: *Paj e o ndio doente*, de Mariano Tup Mirim, 1999.

  Responda oralmente:
 5. Qual  o ttulo do desenho?
 6. Em sua opinio, quem  o paj e quem  o ndio doente nesse desenho?
 7. De acordo com os seus conhecimentos sobre as funes de um paj e  
analisando o desenho de Mariano, responda: o que o paj est fazendo 
no crculo com o ndio que est doente?
<R->

<135>
<R+>
 A importncia das plantas na histria dos povos
<R->

  Conhecer as plantas e seus benefcios foi um dos fatores 
importantes para a sobrevivncia da humanidade.

<R+>
 1. Faa uma lista, das formas de uso de plantas pelas pessoas.
<R->

  Cada povo construiu, ao longo de sua histria, um imenso saber 
sobre a utilizao de plantas.
 Isso sem dvida trouxe benefcios s 
pessoas.

<R+>
 _`[{foto 1: palmeira chabu, espcie de palmeira de tronco curto_`]
 Legenda: Muitos povos africanos usam a palmeira chabu para fabricar 
azeite-de-dend e vinho de palma.

 _`[{foto 2: planta de folhas grossas e longas, presa no tronco de 
uma rvore_`]
 Legenda: Muitos povos indgenas americanos aprenderam, por exemplo, que com 
a fibra da folha da bromlia, chamada pelos Guarani de *caraguat* ou 
*gravat*, poderiam ser produzidos cestos, bolsas, roupas, redes, 
cordas etc.
<R->
<p>
<R+>
  Responda oralmente:
 2. Em nosso pas, qual estado utiliza o azeite-de-dend em suas 
comidas tpicas?
<R->

<136>
  Canela, cravo, pimenta-do-reino so temperos muito apreciados na 
culinria brasileira. Hoje eles so facilmente encontrados nas feiras 
livres, nos mercados e nas prateleiras de hipermercados.

<R+>
  Responda oralmente:
 3. Voc gosta do sabor desses temperos?
 4. Voc sabia que esses temperos j foram muito caros e que 
comerciantes viajavam longas distncias para obt-los?
<R->

  H mais de 500 anos, navegadores portugueses, mercadores de cidades 
italianas e outros interessados em comercializar com as ndias, no 
continente asitico, aprimoraram suas embarcaes e tcnicas de 
navegao para enfrentar os oceanos.
<p>
<R+>
  Responda oralmente:
 5. Em sua opinio, quais produtos atraam esses mercadores que 
viviam no continente europeu?
<R->

  Sedas e objetos de valor, como tapetes, perfumes e pedras preciosas 
eram mercadorias muito apreciadas e valorizadas no continente europeu 
e, por isso, davam muito lucro aos mercadores que conseguissem 
comercializ-las. Havia tambm temperos e produtos medicinais, 
extrados de plantas, chamados *especiarias*.
  A carne era o alimento preferido de prncipes, senhores e reis que 
viviam no continente europeu. Mas, naquela poca, no havia como 
conserv-la durante muito tempo. Por isso, produtos como a 
pimenta-do-reino, que serviam para temperar e disfarar o gosto de 
carnes malconservadas, eram bastante apreciados. Alm de servirem 
como condimento, especiarias
<p>
 como a pimenta tambm eram usadas como 
medicamento.

<137>
<R+>
 6. Observe, na descrio do mapa abaixo, os lugares de onde vinham alguns 
produtos apreciados pelos povos do continente europeu.
<R->

<R+>
 _`[{mapa-mndi mostrando a regio de origem de alguns temperos e 
plantas medicinais_`]

 Costa do Malabar e Ilha do Ceilo :> pimenta-preta
 ndia :> gengibre
 China :> canela
 Egito :> plantas para purgantes
 Palestina :> plantas para combater vermes
<R->

  A pimenta-preta, originria da costa do Malabar e da Ilha do 
Ceilo, era usada para cataplasmas. O gengibre, trazido da ndia, era 
usado em molhos e para o tratamento de males do estmago. A canela, 
vinda da China, era usada como um poderoso tnico.
  Do Egito, eram trazidas plantas que serviam como purgantes; da 
Palestina, vinham outras plantas, usadas para combater vermes. Os 
mercadores europeus traziam tambm, da ndia e de outros lugares, 
tintas e essncias extradas de plantas para serem comercializadas em 
seu continente.
  Pessoas, alimentos, remdios e outros produtos circularam por todo 
o mundo pelas mos de comerciantes e navegadores do continente 
europeu: da sia para a Amrica foi trazido o gengibre, que foi 
incorporado na nossa alimentao e na fabricao de medicamentos; 
nosso caju foi levado para a ndia e para o
<138>
continente africano; da ndia veio a manga, uma das frutas mais
apreciadas por ns, brasileiros. O cacau americano, usado para
produzir o delicioso chocolate, encantou o paladar dos europeus.
Da frica, foram trazidos para o nosso continente povos que foram
comercializados pelos europeus para trabalhar como escravos. O
coqueiro de dend, a erva-doce, o quiabo e a banana tambm
foram trazidos da frica.

<R+>
 Vamos fazer um dicionrio de plantas medicinais?
<R->

  Com a ajuda de dona Virgnia e de Pedro, o dicionrio de Ben, com 
informaes sobre plantas medicinais, ficou pronto.
  Veja como eles o organizaram:

<R+>
 1. Depois de consultar alguns livros sobre plantas medicinais, eles 
colocaram os nomes das plantas em ordem alfabtica.

 2. Em seguida, os gmeos escreveram algumas informaes sobre essas 
plantas:
 a) quais partes delas eram utilizadas para fazer remdios;
<p>
 b) qual era a melhor forma de utiliz-las como medicamento: xarope, ch, pomada etc.;
 c) qual a finalidade do remdio e as indicaes de uso.

 3. Siga as etapas do trabalho de Ben e organize com seu grupo e com 
a ajuda de seu (sua) professor(a) um *Dicionrio de plantas 
medicinais*. Bom trabalho!
<R->

<R+>
 Para saber mais

 *A magia das especiarias*, de Janaina Amado e Luiz Carlos Figueiredo. So Paulo: Atual, 1999.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<140>
<p>
<R+>
 Projeto interdisciplinar 
<R->

<R+>
 Plstico -- Vidro -- Lata -- Papel

 Mos que preservam a natureza
<R->

  -- Voc se lembra do dia em que fiquei doente e, como lio de casa, a 
professora Cristina pediu que eu fizesse um dicionrio sobre plantas 
medicinais? Meu dicionrio ficou timo. E o seu?

  Todos os alunos da sala de Ben decidiram conhecer um pouco mais 
sobre as plantas. Vamos conhecer tambm?

<R+>
 1. Observe atentamente os principais tipos de vegetao original do 
Brasil.
<p>
 Os principais tipos de vegetao original do Brasil

 Floresta Amaznica
 Mata dos Cocais
 Mata Atlntica
 Mata dos Pinhais
 Cerrado
 Caatinga
 Campos
 Vegetao do Pantanal
 Vegetao Litornea

  Responda oralmente:
 a) De acordo com o ttulo desse mapa, o que ele representa?
 b) Em sua opinio, as reas de vegetao original que ainda existem 
no Brasil so as mesmas da poca em que os portugueses aqui chegaram, 
em 1500? Por qu?
<R->

<141>
<p>
<R+>
 Pequena histria do pau-brasil

 1. Em 1558, um missionrio protestante francs, chamado Jean de 
Lry, conviveu entre os Tupinamb, que viviam onde atualmente  o 
estado do Rio de Janeiro. Ele registrou o relato reproduzido a 
seguir. Leia-o com muita ateno. Caso necessite, utilize um 
dicionrio para procurar o significado de alguma palavra que voc no 
conhea.
<R->

 Pau-brasil

  Uma vez, um velho Tupinamb me perguntou:
  -- Por que vocs vm de to longe buscar lenha para se aquecer? 
Vocs no tm madeira em sua terra?
  Respondi que tnhamos muita, mas no daquela
qualidade, pois no a queimvamos, mas dela tirvamos
tinta para tingir os tecidos.
  E o velho perguntou, ento:
  -- E vocs precisam de muita?
  -- Sim -- disse-lhe --, pois em nosso pas existem
negociantes que possuem panos e um s deles compra
todo o pau-brasil que vocs tm, voltando com muitos
navios carregados.
  -- Ah! -- retrucou o selvagem. -- Mas esse
homem to rico, de que me fala, no morre?
  -- Sim, como os outros -- respondi a ele.
  -- E quando esse homem morre, para quem fica o que deixa?
  -- Para seus filhos, se ele os tem, ou para seus irmos ou parentes 
prximos -- respondi.
<142>
  -- Na verdade -- continuou o velho --, vejo que vocs
so uns grandes loucos, pois atravessam o mar e sofrem
grandes problemas, como dizem quando aqui chegam. E, no
fim, trabalham muito para amontoar riquezas para seus
filhos e parentes. A terra que os alimentou no ser capaz
de aliment-los tambm? Temos pais, mes e filhos a quem
amamos. Mas estamos certos de que, depois de nossa
morte, a terra que nos sustentou os sustentar tambm e,
por isso, descansamos sem maiores preocupaes.

<R+>
 Texto adaptado de *Viagem  Terra do Brasil*, de Jean de Lry. Belo 
Horizonte: Itatiaia/So Paulo: Edusp, 1980. p. 169-70.
<R->

<R+>
 2. Agora, responda oralmente:
 a) Segundo o relato de Jean de Lry, quais razes levavam os 
europeus a enfrentar tantas dificuldades para explorar as terras que 
hoje chamamos de Brasil?
 b) Qual a opinio dos indgenas sobre essas razes?

 3. Na cidade onde voc mora existem rvores de pau-brasil?
<R->

   bem provvel que na sua cidade no existam ou que existam poucas 
rvores de pau-brasil, pois elas foram extradas em grandes 
quantidades pelos europeus, que desde que chegaram em nossas terras, 
em 1500, perceberam o valor comercial dessa rvore. Do tronco do 
pau-brasil pode-se obter um pigmento avermelhado, que foi muito 
utilizado na tintura de tecidos comercializados no continente 
europeu.

<R+>
  Responda por escrito:
 4. Esta  para fazer em casa:
 a) Consulte no glossrio do final do livro o significado das 
palavras desmatamento* e preservao* e registre em seu caderno.
 b) Pergunte aos seus pais ou responsveis o que eles sabem sobre 
desmatamento e *preservao ambiental*.
 c) Descubra qual  a opinio deles sobre as conseqncias dos 
<p>
  desmatamentos e a importncia da preservao do meio ambiente. 
Registre as respostas.
<R->

<143>
<R+>
 5. Observe atentamente o que demonstram os mapas a seguir.

 Cobertura vegetal do estado de So Paulo em 1500

 _`[{mapa do estado de So Paulo, com a maior parte da sua rea em 
verde_`]

 Cobertura vegetal do estado de So Paulo em 1952

 _`[{mapa do estado de So Paulo, destacando poucas reas verdes no 
litoral e no interior_`]
<p>
 Cobertura vegetal do estado de So Paulo em 1998

 _`[{mapa do estado de So Paulo, destacando reas verdes, apenas, no 
litoral_`]

 Adaptado de *Ecofisiologia das estratgias de utilizao de 
nitrognio em rvores da floresta neotropical*, de Marcos Pereira 
Marinho Aidar. Tese de doutorado em Biologia Vegetal. Campinas: 
UNICAMP, 2000.

 6. Observando o ttulo geral dos mapas acima e os trs mapas do 
estado de So Paulo, o que voc conclui? Registre.
<R->

<144>
<R+>
 7. Em 1854, nos Estados Unidos, o chefe indgena Seattle escreveu 
uma carta para o presidente Franklin Pierce, que estava interessado 
em comprar as terras de seu povo. Leia a seguir alguns trechos dessa 
carta.
<R->

  Como podem comprar ou vender o cu, o calor do cho? A idia no 
tem sentido para ns. Se no possumos o frescor do ar e o brilho da 
gua, como podem querer compr-los?
  Esta terra  sagrada para meu povo. As
flores perfumosas so nossas irms; os cavalos,
a majestosa guia, todos so nossos irmos.
  A lmpida gua que percorre os regatos e os
rios no  apenas gua, mas o sangue de nossos
ancestrais
  Ns sabemos que o homem branco no
entende nosso modo de ser. Para ele, um pedao
de terra no se distingue de outro qualquer. Seu
apetite vai exaurir* a terra, deixando atrs de si
s desertos.
  Nas cidades do homem branco no h um s
lugar onde haja silncio, paz.
  O ar  precioso para o homem vermelho,
pois dele todos se alimentam. Os animais, as
rvores, o homem, todos respiram o mesmo ar. O homem branco parece 
no se importar com o ar que respira.
  O que fere a terra, fere tambm os filhos da
terra. O homem no tece a teia da vida;  antes
um de seus fios. O que quer que faa a essa teia,
faz a si prprio.
<145>
  At mesmo o homem branco no pode fugir a
esse destino comum. De uma coisa sabemos -- e
talvez o homem branco venha a descobrir um dia:
nosso Deus  o mesmo Deus. Ele  igual tanto para
o homem branco quanto para o homem vermelho.
Essa terra  querida d'Ele, e ofender a terra 
insultar o seu Criador. Contaminem a cama de
vocs, e sufocaro numa noite, no meio de seus
prprios excrementos*.
  Em suas opinies, vocs so iluminados pela
fora do Deus que os trouxe a esta terra e que, por
algum favor especial, deu a vocs domnio sobre
ela e sobre ns. Isso  um mistrio para ns, pois
no compreendemos como ser o dia em que o
ltimo bfalo for dizimado*, os cavalos selvagens
domesticados, os secretos recantos das florestas
invadidos e a viso das brilhantes colinas
bloqueada por fios falantes. Onde est o matagal?
Desapareceu. Onde est a guia? Desapareceu. O
fim do viver e o incio do sobreviver.

<R+>
 Texto adaptado de *Histria da Amrica atravs de textos*, de Jaime 
Pinsky e outros. So Paulo: Contexto, 1991. p. 37-41.
<R->

<R+>
 8. Agora, responda oralmente:
 a) Segundo essa carta, qual o significado de natureza para esse povo 
indgena?
 b) Segundo o chefe Seattle, como o homem branco enxerga a terra, as 
matas, os animais, os rios?
 c) Em sua opinio, qual  o principal recado que o chefe Seattle d 
ao presidente dos Estados Unidos e, conseqentemente, s pessoas que 
ele representa?

  Responda por escrito:
 d) O relato do velho Tupinamb e a carta do chefe Seattle 
representam um pouco do pensamento que os povos indgenas tm sobre a 
natureza. Escreva em seu caderno o que voc aprendeu ao l-los e 
discuti-los.
<146>

<R+>
 Lixo, um problema de todos

  Responda oralmente:
 1. Voc sabe o que so lixes?

 2. Observe atentamente a descrio do desenho de Nilo, um jovem Guarani.

 _`[{o desenho mostra uma aldeia, com muitos mosquitos, um rato, um 
gato e um menino lavando as mos_`]
 Legenda: *Condio de vida das pessoas da Aldeia Itaoca*, retratada por Nilo 
Rodrigues, jovem Guarani da Aldeia Itaoca, localizada nas 
proximidades de um lixo municipal de Mongagu, no estado de So 
Paulo, em outubro de 1998.

 a) O que esse desenho retrata?
 b) Voc acha que as pessoas que vivem perto de um lixo podem 
contrair doenas? Por qu?

 3. Reflita sobre as questes a seguir e as discuta com seus colegas.
 a) Para onde vo o *lixo domstico*, o *esgoto* formado pela gua que 
usamos em nossas casas e a *fumaa* produzida pelos veculos e 
fbricas?
 b) As pessoas produzem muito ou pouco lixo?
<p>
  Responda por escrito:
 4. Pense em tudo o que a sua famlia consome em um nico dia. 
Relacione o que  jogado no lixo de sua casa, como 
restos de alimentos, embalagens etc.
<R->
<R->
 
<147>
<R+>
 Reciclar para preservar

 1. Observe atentamente os smbolos a seguir:

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 a) Voc conhece esses smbolos?
 b) Voc sabe o que eles representam?
<p>
  Responda oralmente:
 2. Em sua opinio, quanto tempo dura a decomposio na natureza de:
 a) uma garrafa de plstico;
 b) um recipiente de vidro;
 c) metais;
 d) papis.

 3. De acordo com as orientaes de seu (sua) professor(a), rena-se 
em grupo para realizar as atividades a seguir.
 a) Consulte no dicionrio o significado das palavras *reciclagem, 
coleta, seleo, seletivo, lixo, esgoto, poluio* e *decomposio*. 
Registre.
 b) Procure informaes sobre o que  *coleta seletiva de lixo* e
qual a sua importncia para a *reciclagem* de materiais.

 4. Faa um texto, explicando:
 a) o que voc faz no seu dia-a-dia para preservar a natureza;
<p>
 b) se voc faz algo que contribui para a destruio da natureza e 
por qu;
 c) quais so as conseqncias para o ser humano se no formos 
capazes de preservar as florestas, as matas, os rios, as praias e o 
ar que respiramos;
 d) o que todos, juntos, podemos fazer para preservar o meio 
ambiente.
<R->

<148>
<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::
l    preciso amar e conhecer _
l  a natureza.  urgente      _
l  preserv-la!                _
h::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

  Voc aprendeu que os povos indgenas conhecem bem a importncia de 
se preservar a natureza.
  Nas sociedades indgenas, o paj  o grande conhecedor das
plantas que podem ser usadas como remdio.
<p>
<R+>
  Responda oralmente:
 1. O que mais o paj representa para as comunidades indgenas?
<R->

  Os bilogos* e eclogos* desenvolvem estudos para conhecer a
natureza e poder preserv-la. O trabalho desses pesquisadores
consiste, por exemplo, em pesquisar as plantas desconhecidas ou
pouco estudadas, principalmente as de grandes florestas como a
Amaznica. Eles tambm aprendem sobre as propriedades das
plantas medicinais por meio de informaes obtidas com os povos
indgenas.
  Uma das maneiras de se estudar algumas plantas  pela
confeco de herbrios*, que so formas de catalogao de partes
secas de vegetais.

<R+>
 Vamos construir um herbrio?
<R->

  Para comear, procure no glossrio o significado da palavra 
*herbrio* e copie-o.
  H algumas etapas a serem seguidas para a confeco do
herbrio. Siga as orientaes de seu (sua) professor(a). Voc vai
precisar de:

<R+>
  saquinhos para guardar as partes das plantas coletadas;
  reglete puno e papel para registrar a data e o local da coleta;
  pedaos de papelo, revistas e jornais para a secagem do
material coletado;
  agulha e linha de costura. Ateno: esses materiais s devem
ser utilizados com a superviso do(a) professor(a)!
<R->

<149>
<R+>
 1. A primeira etapa  a *coleta*. O seu grupo pode coletar amostras 
de plantas na prpria escola, caso ela tenha um jardim, parque, 
bosque etc., ou nos arredores dela. Coletem folhas, ramos, flores, 
sementes etc. com muito cuidado para no danificar as plantas. No se 
esqueam de levar os saquinhos, o papel a reglete e o puno.
 2. Coleta feita, agora  hora da *secagem*. Essa  uma etapa 
importante porque o material de coleta tem de estar bem seco para a 
confeco do herbrio; caso contrrio, as flores, folhas, ramos, 
sementes etc. podero apodrecer e estragar o seu trabalho. Vocs 
devem usar os pedaos de papelo, revistas e jornais.  preciso ter 
muita pacincia! Essa fase do trabalho  bastante delicada e, 
portanto, vocs vo precisar execut-la cuidadosamente, sem pressa.
<R->

<R+>
 o Separem as folhas, os ramos, as flores etc.
 o Arrumem cada material coletado entre folhas de jornal ou revista.
<R->
<150>
<R+>
 o Depois, coloquem as folhas de jornal ou revista entre dois pedaos 
de papelo.
<p>
 o Ponham um "peso" sobre o papelo. Pode ser um livro, por exemplo.
<R->

<R+>
 3. Agora  preciso esperar um tempo at que ramos, flores, folhas ou 
sementes que voc coletou sequem.
<R->

<R+>
 Terminando o herbrio
<R->

  O tempo passou e vocs j aprenderam muito sobre
preservao, no  mesmo? As folhas, os ramos e as flores j esto
bem secos? Ento, vocs podem seguir adiante.

<R+>
 1. Retirem os papeles e os jornais que envolvem o material coletado.
<R->
<R+>
 2. Seu grupo j pesquisou sobre as diversas plantas que coletaram. 
Agora vocs iro *catalogar* esses vegetais. Para isso, coloquem o 
material a ser clas-
<p>
  sificado sobre folhas de papel. Ateno: use uma 
folha de papel para cada folha, flor, ramo etc. que foi coletado.
<R->

<151>
  Vocs depararam com um problema, no  mesmo? Como fazer
para prender o material coletado na folha de papel? Se vocs
usarem cola, eles ficaro molhados e podem apodrecer!  preciso,
ento, costur-los na folha de papel. *Seu (sua) professor(a) vai
ajud-los a fazer isso, para que vocs no se machuquem ao
manusear a agulha*.
  Chegamos  etapa final!
  Vocs se lembram dos registros que fizeram na etapa da coleta?
Pois bem, agora eles sero muito teis. Escrevam em cada
folha de papel o *nome* da planta coletada, o *lugar* de onde foi
retirada e a *data* de coleta. Organizem as folhas de papel em uma
pasta, mas no usem plsticos, pois assim vocs evitam o acmulo
de umidade.
  Pronto! Vocs confeccionaram um dicionrio de plantas
medicinais e um herbrio, discutiram sobre o quanto as plantas so
necessrias  vida e aprenderam como  importante ajudar a
preservar a natureza.
  Agora, a ltima e mais importante pergunta de todas:

  Responda oralmente:
  Quais sero as suas atitudes, daqui em diante, em relao
a tudo o que foi discutido, para que a natureza no fique
apenas exposta em um herbrio?

               ::::::::::::::::::::::::

<152>
<p>
<R+>
 Glossrio
<R->

  As explicaes aqui apresentadas referem-se especificamente ao 
sentido com que as palavras foram utilizadas no texto. Os nmeros 
entre parnteses indicam a pgina em que a palavra ou expresso 
aparece pela primeira vez no livro.

  Boa consulta!

<R+>
  Abolio da escravido: a Abolio ocorreu em 13 de maio de 
1888, com a assinatura da Lei urea, que decretou o fim da escravido 
no Brasil.
  Ancestral: antepassado, aquele a quem devemos nossa origem. 
So os tataravs, os bisavs, os avs de uma pessoa.
  Arretado: intenso, forte.
  Autoridades civis e religiosas: pessoas com poder de mando, 
que exercem papel social de destaque religioso ou civil. Civil  a 
pessoa que no  militar e que no tem cargo religioso.
  Belenenses: nascidos na cidade de Belm, no Par. No texto, 
serve tambm para designar os habitantes da cidade, mesmo que no 
tenham nascido em Belm.
  Bilogos: estudiosos da Biologia, cincia que estuda os 
seres vivos e as leis da vida.
  Borduna: arma indgena.
  Candombl: religio de origem africana, original da regio 
dos atuais Congo, Angola, Nigria, Benin e outros pases da frica 
meridional. Foi trazida para o Brasil pelos povos africanos que foram 
escravizados e comercializados 
<153>
pelo trfico de escravos. Nessa religio os sacerdotes (pais e 
mes-de-santo) ritualizam, em cerimnias pblicas e privadas, uma 
convivncia com foras da natureza e com seus ancestrais. Os membros 
do candombl esto muito ligados  natureza, ou seja, para eles, os 
elementos naturais so essenciais. Por isso, os terreiros precisam 
ter espao para cultivar as ervas necessrias aos cultos.
  Catecismo: aprendizado da religio catlica.
  Catequista: pessoa que ensina o catecismo.
  Catolicismo: religio crist, praticada pelos catlicos 
pertencentes  Igreja Catlica Apostlica Romana.
  Crio: vela grande, de cera, utilizada em rituais catlicos. 
Algumas procisses recebem o nome de Crio, como a procisso do Crio 
de Nazar, porque, como ocorriam  noite, os fiis usavam crios 
(velas).
  Descendentes: pessoas que tm a mesma origem ou ligao de 
parentesco ou cultura com outras. So os filhos, os netos, os 
bisnetos etc. de uma pessoa.
  Desmatamento: devastao, destruio de reas verdes e de 
florestas.
  Diversidade: variedade, multiplicidade. Quando dizemos que a 
cultura de nosso pas  rica em diversidade, queremos dizer que ela 
tem variedade,  mltipla, rica, com contribuies de diferentes 
povos. Por isso, precisamos aprender a conviver com as diversidades 
existentes em nosso pas e a respeit-las.
  Dizimado: morto, exterminado.
  Eclogos: estudiosos da Ecologia, cincia que investiga a 
relao dos seres vivos com o meio ambiente.
<154>
  Epidemia: doena que surge e se prolifera rapidamente numa 
regio, atingindo um grande nmero de pessoas.
  Esprita: praticante do espiritismo, uma religio em que seus 
adeptos acreditam e defendem o aperfeioamento moral dos indivduos 
pelos ensinamentos transmitidos por espritos mais aprimorados de 
pessoas mortas, que se comunicam com os vivos. Segundo o espiritismo, 
essa comunicao  possvel, especialmente, por meio de mdiuns 
(pessoas capazes de se comunicar com os espritos).
  Evanglicos: membros das igrejas evanglicas. As primeiras 
igrejas evanglicas ou reformadas nasceram por volta de 1517, quando 
Lutero, um monge germnico que pertencia  Igreja Catlica Apostlica 
Romana, rompeu com o catolicismo e criou a Igreja Luterana. Depois, 
outros reformistas ou protestantes, como foram chamadas as pessoas 
que eram catlicas e criaram novas igrejas crists, fundaram 
diferentes igrejas protestantes ou evanglicas.
  Exaurir: esgotar; destruir; enfraquecer; devastar.
  Excrementos: urina, fezes.
  Feitor: pessoa encarregada pelos senhores de escravos, nas 
fazendas e engenhos, de vigiar o trabalho dos escravos.
  Herbrios: colees de plantas secas para estudo.
<p>
  Ialorix: me-de-santo, chefe do terreiro de candombl.
  Me-de-santo: sacerdotisa-chefe dos terreiros (locais onde 
acontecem os cultos) de umbanda e candombl, onde tambm  chamada de 
ialorix.  ela quem tem a direo espiritual e cuida da 
administrao do terreiro, e tambm quem organiza tudo para que os 
cultos, as oraes e as homenagens aos deuses (orixs) sejam feitas 
de forma adequada.
  Medicamentosos: que tm ao curativa; usados como 
medicamento, como remdio.
  Mesquita: templo dos muulmanos, ou seja, seguidores da 
religio islmica, fundada pelo profeta Maom.
  Moendas: mquinas de moer.
<155>
  Nipo-brasileiras: pessoas ou manifestaes culturais e 
religiosas que descendem de japoneses e brasileiros.
  Og: protetor do candombl; cargo sacerdotal masculino do 
candombl que ocupa posio de destaque; mestre no candombl.
  Paraenses: pertencentes ou naturais do estado do Par.
  Plantas medicinais: plantas utilizadas para produzir 
medicamentos e tratar doenas.
  Preservao: proteo; cuidado.
  Preservao ambiental: proteo do meio ambiente.
  Primeira comunho: cerimnia catlica solene em que uma 
pessoa, geralmente uma criana, recebe pela primeira vez a hstia 
sagrada, fazendo a profisso de f catlica.
  Procisso: cortejo ou marcha religiosa. Veja *romaria*.
  Regime matriarcal: regime no qual a mulher tem papel de 
destaque, liderana. Contrrio de regime patriarcal, em que o homem 
exerce a liderana.
  Romaria: cerimnia ou culto religioso; procisso de fiis. 
Veja procisso.
<p>
  Sinagoga: templo dos seguidores da religio judaica.
  Sincretismo religioso: mistura de elementos provenientes de 
religies diferentes.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<156>
<p>
<R+>
 Caminhos on-line para saber mais
<R->

  Ateno: estes endereos foram acessados em maro de 2004.  
possvel que alguns tenham sido alterados ou que alguns sites tenham 
sido atualizados.

<R+>
 Unidade 1

 Captulo 1
 ~,http:www.mogicruzes.sp.~
  gov.br~, -- Traz informaes sobre a 
histria da cidade de Mogi das Cruzes (SP).
 ~,http:www.sbb.org.br~, -- Site com a histria completa da Bblia, desde o Antigo at
o Novo Testamento.
 ~,http:www.adventista.org.br~, -- Portal da Igreja Adventista do Stimo Dia.
 ~,http:www.espirito.org.br~, -- Portal com informaes, notcias, cursos etc. sobre a
doutrina esprita.
<p>
 ~,http:www.catolicanet.com.br~, -- Portal catlico, com reportagens, 
notcias,
informaes e temas referentes ao catolicismo.

 Captulo 2
 ~,http:www.direitoshumanos.~
  usp.br~, -- Biblioteca Virtual de Direitos Humanos, traz
contedos relacionados aos direitos humanos no Brasil e no mundo: histrias,
informaes e links.

 Captulo 3
 ~,http:www.funai.gov.br~, -- Traz texto sobre os povos indgenas no Brasil.
 ~,http:www.janelanaweb.com~, -- Clique em "Viagens no meu planeta" e procure por
Veneza/Itlia. O site apresenta um artigo sobre o Carnaval em Veneza, com fotos e
informaes muito interessantes.
<R->
<p>
<R+>
 Unidade 2

 Captulo 1
 ~,http:www.portalafro.com.br~, -- Traz notcias e entrevistas atuais, 
bem como informaes sobre as artes, a culinria, a religio, as 
revistas e as entidades que representam os negros brasileiros.
 ~,http:www.africadosulemb.~
  org.br~, -- Site com fotos do continente africano.
 ~,http:www.fotonadia.cut.br~
  salvador~, -- Alm de trazer breves informaes sobre a
histria da fundao da cidade de Salvador, este site traz fotos da cidade e apresenta
a histria dos orixs.
 ~,http:www.mundonegro.com.br~, -- Traz notcias da comunidade negra 
brasileira.

<157>
 Captulo 2
 ~,http:www.paratur.pa.gov.br~, -- Revista virtual do Par, com 
informaes sobre as manifestaes culturais da regio: festas, 
lendas, gastronomia, cultura indgena,
artesanato, turismo, entre outras.
 ~,http:www.ciriodenazare.~
  com.br~, -- Entre outras coisas, traz 
informaes sobre o histrico da festa do Crio de Nazar e a lenda 
em torno dela.
 ~,http:www.cdpara.pa.gov.br~, -- O artesanato paraense  um dos mais 
charmosos do Brasil e esse site trata da grande variedade de 
materiais utilizados na confeco de tais peas. Clique em 
"Artesanato em Miriti" e aprenda tudo sobre a utilidade dessa palmeira na
confeco de brinquedos, cestas, redes e at como fonte de alimento.

 Captulo 3
 ~,http:www.funai.gov.br~, -- Apresenta a histria dos indgenas, 
trazendo notcias atuais, indicao de CDs com msicas
<p>
  gravadas por 
crianas e adultos indgenas de diferentes tribos.
 ~,http:www.paraty.com.br~, -- Este site faz referncia ao CD Cantos da 
Aldeia Araponga e apresenta o endereo eletrnico da Associao 
Artstico-Cultural Nhandeva (~,nhande@terra.com.br~,), com informaes 
sobre a cultura dessa tribo.
 ~,http:www.ambiental.org.~
  websideprovind~, -- Site completo e atualizado sobre os
povos indgenas no Brasil, com apoio da NORAD -- Agncia Norueguesa de Cooperao
para o Desenvolvimento.
 ~,http:boigarantido.~
  parintinsnet.com~, -- Site com informaes sobre o 
*Kuarup* e sobre a toada do Garantido 1999.
 ~,http:www.parintins.com~, -- Site com informaes sobre o Festival 
Folclrico de Parintins (AM).
<R->

<R+>
 Unidade 3 

 Captulo 1
 ~,http:www.portoalegre.rs.~
  gov.br~, -- Site da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. H
informaes sobre a cidade e um passeio virtual com cenas de Porto Alegre.
 ~,http:www.poasite.com~, -- Clique em "Histria da cidade", que apresenta a histria
de Porto Alegre, fotos e informaes sobre os principais eventos culturais da cidade.
 ~,http:www.fundabrinq.org.br~, -- Site da Fundao Abrinq pelos direitos da criana e
do adolescente, com informaes e notcias referentes s crianas brasileiras e sobre
o Prmio Prefeito Amigo da Criana.
 ~,http:www.socioambiental.org~, -- Site do Instituto Socioambiental, 
cujo objetivo 
defender o meio ambiente, o
<p>
  patrimnio cultural, os direitos humanos 
e dos povos.

 Captulo 2
 ~,http:www.plantasmedicinais.~
  com~, -- Traz informaes sobre plantas medicinais.
 ~,http:www.sococo.com.br~, -- Clique no link "coco". Este site apresenta informaes
sobre a histria do coco e suas inmeras utilidades.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<158>
<p>
<R+>
 Outras sugestes de leitura para saber mais
<R->

<R+>
 _`[{se voc quiser ler alguma das obras indicadas a seguir pea ao 
professor ou  professora que providencie um exemplar em braille_`]

 Unidade 1

  *As crianas na histria: modos de vida em diferentes pocas e 
lugares*, de
Chris e Melanie Rice. Traduo de Mrio Vilela. So Paulo: tica, 2000.
  *Declarao Universal dos Direitos Humanos*, de Ruth Rocha e Otvio Roth. So
Paulo: Quinteto Editorial, 2003.
  *Manual de boas maneiras das fadas*, de Sylvia Orthof. Rio de Janeiro: Ediouro,
1995.
<p>
 Unidade 2

  *500 anos*, de Regina Renn. So Paulo: FTD, 1998.
  *A histria dos escravos*, de Isabel Lustosa. So Paulo: Companhia das Letrinhas,
2000.
  *A linguagem dos pssaros: mito dos ndios Kamaiur*, de Cia Fittipaldi. So
Paulo: Melhoramentos, 1987.
  *As aventuras de Iakti, o indiozinho*, de Andra Vilela. So Paulo: Atual, 1998.
  *A viagem de Vasco da Gama*, de Janaina Amado e Luiz Carlos Figueiredo. So
Paulo: Atual, 1999.
  *Berimbau*, de Raquel Coelho. So Paulo: tica, 2003.
  *Explorando a frica*, de Isimeme Ibazebo. So Paulo: tica, 2001.
  *Menina bonita do lao de fita*, de Ana Maria Machado. So Paulo: tica, 2000.
<p>
  *O Brasil em festa*, de Svia Dumont e Demstenes. So Paulo: Companhia das
Letrinhas, 2003.
  *Ogum*, o rei de muitas faces e outras histrias dos orixs, de Ldia Chaib e
Elizabeth Rodrigues. So Paulo: Companhia das Letras, 2003.
  *O judasmo*, de Regina Azria. Bauru: Edusc, 2000.
  *Tain*, estrela amante: mito dos ndios Karaj, de Cia Fittipaldi. So Paulo:
Melhoramentos, 1986.

 Unidade 3

  *Medo e vitria nos mares*, de Janaina Amado e Luiz Carlos Figueiredo. So Paulo:
Atual, 2000.
  *O livro das simpatias*, de Antnio Barreto. Belo Horizonte: RAHJ, 1998.
<p>
  *O sabor das especiarias*, de Ana Maria Magalhes. So Paulo: 
Scipione, 2000.
<R->

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

 Fim da Obra
